Todes quer ser a operadora de telefonia da comunidade LGBTQIA+ no Brasil

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As operadoras de telefonia voltam a ser assunto recorrente. Não as tradicionais e conhecidas dos consumidores como Tim, Claro, Vivo e Oi, mas as novas operadoras que têm surgido. A atriz Larissa Manoela anunciou a Lari Cel, que foi sucesso nas redes sociais, e as Lojas Pernambucanas também lançaram um chip próprio.

Elas não estão sozinhas. Outra operadora que surge em 2021, voltada para melhorar o atendimento ao público, em especial às pessoas LGBTQIA+, é a Todes, a primeira operadora a prover serviço de telefonia móvel a esse nicho do mercado.

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De acordo com Eliezer Filho, responsável pelo desenvolvimento dos projetos de comunicação da marca, e João Davi, sócio e co-fundador, o atendimento é uma parte essencial e importante da proposta, já que o setor é notório pelas reclamações e dificuldades de atendimento. Segundo um relatório elaborado pela Secretaria Nacional do Consumidor, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, o segmento de operadoras de telecomunicações figurou no topo das reclamações no ano passado, ao lado de bancos, financeiras e administradoras de cartão.

“A operadora de telefonia não precisaria ser segmentada, é uma ligação, conectividade. Mas é um dos serviços que mais têm reclamações e insatisfação dos usuários. A maioria da população não se identifica como LGBTQIA+, mas análises estimam em 10% da população brasileira. Existem muitas dificuldades e desafios além do que é reportado hoje em dia, como micro-agressões, documentação que não passa de forma correta, mulheres trans tratadas por pronomes masculinos, o tratamento de pessoas não-binárias. As operadoras são frias, não olham para isso”, afirmou Filho em conversa com a Exame.

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